Todo torcedor
seja ele rato de estádio, torcedor de sofá, o gourmet das arenas, o pé de rádio
ou aquele que só vê um jogo de vez em quando já deu seus pitacos de esquemas
táticos, formações, e os motivos pelos quais o técnico tirou esse ou aquele
jogador do time. Milhares de números costumam faze parte das análises tão
famosas hoje em dia, 4-3-3, 4-4-2, 4-2-3-1, 3-5-2, 3-6-1... muitas são as
formas de dispor um time em campo, mas como já disse uma vez Johan Cruyff (que
homem): “Jogar futebol é muito simples, mas jogar um
futebol simples é a parte mais difícil do jogo.” A busca pela formação ideal nem
sempre foi uma das principais características dos times e seleções antigamente,
se hoje observamos essas variações que buscam o simples é porque já houveram
outras tantas adaptações do esquema de jogo que já foram referência e hoje
algumas estão esquecidas.
Aqui no blog, dentre várias abordagens, vamos fazer
uma longa viagem até os dias de hoje, passando pelas grandes esquadras que
foram reverenciadas e copiadas, e são lembradas em alguns discursos. Quem nunca
ouviu falar da maquina húngara de 50-54, do Brasil de 70, a Holanda em 74 e seu
famoso carrossel e vários times que marcaram época, cresci ouvindo do meu pai
relatos como esse e hoje podemos recorrer aos vídeos e relembrar, ou ver pela
primeira vez grandes lances e entender como cada um funcionava e, ao mesmo
tempo em que aterrorizavam adversários, encantavam estádios mundo afora.
Mas calma, não sou e nem pretendo ser o senhor da
razão, o dono da verdade, admiro vários estilos de jogo e a peculiaridade de
cada um. A histórica e sempre eficiente defesa italiana, o envolvente e técnico
estilo brasileiro, o veloz jogo inglês, o jogo espanhol cadenciado, ou
irritante para alguns, o aguerrido jogo argentino que já teve o D10s como um ápice
de magia... cada um admira e compara a bel prazer, nosso singelo trabalho aqui
no espaço é apenas mostrar com muito prazer a contribuição que cada um dessas
dezenas de exemplos trouxe ao mundo da bola hoje. Vamos ao que interessa, no
próximo post vamos comentar um pouco da Hungria de 1950, liderada pelo ícone
Ferenc Puskás e os feitos alcançados pelo time e por este monstro da área.
Denis Mourão, vascaíno e boêmio sim senhor /+/

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