domingo, 18 de setembro de 2016

A magia dos números

Todo torcedor seja ele rato de estádio, torcedor de sofá, o gourmet das arenas, o pé de rádio ou aquele que só vê um jogo de vez em quando já deu seus pitacos de esquemas táticos, formações, e os motivos pelos quais o técnico tirou esse ou aquele jogador do time. Milhares de números costumam faze parte das análises tão famosas hoje em dia, 4-3-3, 4-4-2, 4-2-3-1, 3-5-2, 3-6-1... muitas são as formas de dispor um time em campo, mas como já disse uma vez Johan Cruyff (que homem): “Jogar futebol é muito simples, mas jogar um futebol simples é a parte mais difícil do jogo.” A busca pela formação ideal nem sempre foi uma das principais características dos times e seleções antigamente, se hoje observamos essas variações que buscam o simples é porque já houveram outras tantas adaptações do esquema de jogo que já foram referência e hoje algumas estão esquecidas.

Aqui no blog, dentre várias abordagens, vamos fazer uma longa viagem até os dias de hoje, passando pelas grandes esquadras que foram reverenciadas e copiadas, e são lembradas em alguns discursos. Quem nunca ouviu falar da maquina húngara de 50-54, do Brasil de 70, a Holanda em 74 e seu famoso carrossel e vários times que marcaram época, cresci ouvindo do meu pai relatos como esse e hoje podemos recorrer aos vídeos e relembrar, ou ver pela primeira vez grandes lances e entender como cada um funcionava e, ao mesmo tempo em que aterrorizavam adversários, encantavam estádios mundo afora.

Mas calma, não sou e nem pretendo ser o senhor da razão, o dono da verdade, admiro vários estilos de jogo e a peculiaridade de cada um. A histórica e sempre eficiente defesa italiana, o envolvente e técnico estilo brasileiro, o veloz jogo inglês, o jogo espanhol cadenciado, ou irritante para alguns, o aguerrido jogo argentino que já teve o D10s como um ápice de magia... cada um admira e compara a bel prazer, nosso singelo trabalho aqui no espaço é apenas mostrar com muito prazer a contribuição que cada um dessas dezenas de exemplos trouxe ao mundo da bola hoje. Vamos ao que interessa, no próximo post vamos comentar um pouco da Hungria de 1950, liderada pelo ícone Ferenc Puskás e os feitos alcançados pelo time e por este monstro da área.

Denis Mourão, vascaíno e boêmio sim senhor /+/

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