segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Sobre calvários e eliminações

A eliminação de ontem diante de 60 mil incrédulos no Castelão, e outros tantos em suas casas, bares e restaurantes ainda está viva e tão cedo sumirá da mente do torcedor leonino. Sem contar a munição extra para os alvinegros zoarem seus rivais por mais um tempo, fato é que ano após ano, o torcedor tricolor leva um duríssimo golpe ao fim do ano, e para aumentar o requinte da crueldade, é a quarta vez consecutiva que o filme de terror se repete dentro de casa.

De antemão, como já citei antes no blog não sou torcedor de nenhum dos dois times da capital e não quero tripudiar de ninguém, ainda mais porque meu querido Vasco não me dá motivos pra tal, freqüentando a série B novamente este ano e capengando na reta final pra variar...enfim o que pretendo ao longo deste rápido texto é fazer um paralelo de ambas as situações e levantar uma questão um tanto quanto polêmica, o regulamento da série C. Comecei a acompanhar o Vasco ainda garoto, e peguei o time no auge do esquadrão de 97-2000 onde o cruzmaltino ganhou praticamente tudo que disputou e fez a alegria de milhões de torcedores, Edmundo, Odvan, Mauro Galvão, Juninho, Romário ( só lembranças nada mais). Ao decorrer desta década administrações pífias conduziram o time ao primeiro rebaixamento, quem não lembra da marcante imagem de um torcedor ameaçando pular da marquise de São Januário? Caiu uma, duas e hoje amarga a terceira vez na segundona e a sensação entre uma parcela considerável da torcida é um misto de conformismo e indiferença com a situação, devido a uma série de fatores que não cabe aqui mencionar.

                                   Calma aí amigão, o mundo não acabou.

Voltando para terras alencarinas, o tricolor de aço já conseguiu o acesso a primeira divisão num passado recente, inclusive com campanha marcante como em 2002 chegando a bater o São Paulo que viria a ser campeão mundial em dezembro daquele ano, tendo outros tantos resultados expressivos, Castelão constantemente lotado e assim como o Vasco degringolou com o passar da década e estacionou na terceira como carro atolado em lama. Hoje mesmo falando com alguns torcedores, e vendo grupos e relatos nas redes sociais também vejo o sentimento confuso de conformismo e indiferença, um pouco de raiva talvez de alguns lembrando a arbitragem do primeiro jogo que anulou um gol legítimo no jogo em Caxias.

O que está em jogo aqui é o sentimento do torcedor, jogadores vêm e vão assim como dirigentes, mas o apaixonado é quem amarga a situação na pele, é ele quem promete não ir mais aos jogos no calor da raiva, ele quem pensa em cancelar o sócio torcedor, que não faz questão de vestir aquela camisa preferida da coleção. E isso amigo é um tanto quanto perigoso, apesar de existirem algumas pesquisas que mencionam “ganhar e perder” torcedores, particularmente não acredito muito neste termo mas é inegável que o clima fúnebre de alguns cause essa indiferença e conformismo da qual falei. Dando uma pincelada no regulamento acho um tanto quanto covarde, começa com pontos corridos, vira mata – mata com uma vantagem um tanto quanto enganoisa, que é decidir a volta em seus domínios, e valendo ainda o famoso gol fora de casa. Ora, acaba sendo uma fusão de três tipos de disputa numa só e que podem causar danos irreparáveis como já aconteceu ao Fortaleza, ano de melhor campanha e ataque e sucumbiu no Castelão de maneira cruel, tenho lá minhas dúvidas se houvessem mais times do eixo sulista envolvidos se não já tinham repensado uma fórmula mais simples, ou pontos corridos diretos, ou um mata – mata sem gols fora de casa, onde o dono da melhor campanha poderia jogar por dois resultados iguais.

Ficam aqui duas vertentes, que apesar de serem simples pedidos de um reles torcedor não deixam de ser uma forma de expressão, que acredito serem semelhantes à de milhares por aí. Não abandone seu time por mais tenebrosa que seja sua situação, mais cedo ou mais tarde você tá no estádio de novo, sofrendo e torcendo como se o ano passado não tivesse existido, e debata e discuta meios de melhorar seu time, seja apoiando, seja aderindo ao plano de sócio, botando pilha nas redes sociais e cobrando sempre da melhor forma, sem violência e com diálogo sempre.
                          Que essas cenas de festa e alegria sempre se repitam em qualquer divisão.

Saudações ao futebol!!!

Diga não a gourmetização!

Denis Mourão, administrador, torcedor, vascaíno e corredor /+/

Um comentário:

  1. Gostei da post porem o time citado a cima o ( vasco ) e um fraquinho kkkk brincadeira...Parabéns pela escrita ficou ótima

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