A eliminação de
ontem diante de 60 mil incrédulos no Castelão, e outros tantos em suas casas,
bares e restaurantes ainda está viva e tão cedo sumirá da mente do torcedor
leonino. Sem contar a munição extra para os alvinegros zoarem seus rivais por
mais um tempo, fato é que ano após ano, o torcedor tricolor leva um duríssimo
golpe ao fim do ano, e para aumentar o requinte da crueldade, é a quarta vez
consecutiva que o filme de terror se repete dentro de casa.
De antemão, como
já citei antes no blog não sou torcedor de nenhum dos dois times da capital e
não quero tripudiar de ninguém, ainda mais porque meu querido Vasco não me dá
motivos pra tal, freqüentando a série B novamente este ano e capengando na reta
final pra variar...enfim o que pretendo ao longo deste rápido texto é fazer um
paralelo de ambas as situações e levantar uma questão um tanto quanto polêmica,
o regulamento da série C. Comecei a acompanhar o Vasco ainda garoto, e peguei o
time no auge do esquadrão de 97-2000 onde o cruzmaltino ganhou praticamente
tudo que disputou e fez a alegria de milhões de torcedores, Edmundo, Odvan,
Mauro Galvão, Juninho, Romário ( só lembranças nada mais). Ao decorrer desta
década administrações pífias conduziram o time ao primeiro rebaixamento, quem
não lembra da marcante imagem de um torcedor ameaçando pular da marquise de São
Januário? Caiu uma, duas e hoje amarga a terceira vez na segundona e a sensação
entre uma parcela considerável da torcida é um misto de conformismo e indiferença
com a situação, devido a uma série de fatores que não cabe aqui mencionar.
Calma aí amigão, o mundo não
acabou.
Voltando para
terras alencarinas, o tricolor de aço já conseguiu o acesso a primeira divisão
num passado recente, inclusive com campanha marcante como em 2002 chegando a
bater o São Paulo que viria a ser campeão mundial em dezembro daquele ano,
tendo outros tantos resultados expressivos, Castelão constantemente lotado e
assim como o Vasco degringolou com o passar da década e estacionou na terceira
como carro atolado em lama. Hoje mesmo falando com alguns torcedores, e vendo
grupos e relatos nas redes sociais também vejo o sentimento confuso de
conformismo e indiferença, um pouco de raiva talvez de alguns lembrando a arbitragem
do primeiro jogo que anulou um gol legítimo no jogo em Caxias.
O que está em
jogo aqui é o sentimento do torcedor, jogadores vêm e vão assim como
dirigentes, mas o apaixonado é quem amarga a situação na pele, é ele quem
promete não ir mais aos jogos no calor da raiva, ele quem pensa em cancelar o
sócio torcedor, que não faz questão de vestir aquela camisa preferida da
coleção. E isso amigo é um tanto quanto perigoso, apesar de existirem algumas
pesquisas que mencionam “ganhar e perder” torcedores, particularmente não
acredito muito neste termo mas é inegável que o clima fúnebre de alguns cause
essa indiferença e conformismo da qual falei. Dando uma pincelada no
regulamento acho um tanto quanto covarde, começa com pontos corridos, vira mata
– mata com uma vantagem um tanto quanto enganoisa, que é decidir a volta em
seus domínios, e valendo ainda o famoso gol fora de casa. Ora, acaba sendo uma
fusão de três tipos de disputa numa só e que podem causar danos irreparáveis
como já aconteceu ao Fortaleza, ano de melhor campanha e ataque e sucumbiu no
Castelão de maneira cruel, tenho lá minhas dúvidas se houvessem mais times do
eixo sulista envolvidos se não já tinham repensado uma fórmula mais simples, ou
pontos corridos diretos, ou um mata – mata sem gols fora de casa, onde o dono
da melhor campanha poderia jogar por dois resultados iguais.
Ficam aqui duas
vertentes, que apesar de serem simples pedidos de um reles torcedor não deixam
de ser uma forma de expressão, que acredito serem semelhantes à de milhares por
aí. Não abandone seu time por mais tenebrosa que seja sua situação, mais cedo
ou mais tarde você tá no estádio de novo, sofrendo e torcendo como se o ano
passado não tivesse existido, e debata e discuta meios de melhorar seu time,
seja apoiando, seja aderindo ao plano de sócio, botando pilha nas redes sociais
e cobrando sempre da melhor forma, sem violência e com diálogo sempre.
Que essas cenas de festa e alegria sempre se repitam
em qualquer divisão.
Saudações ao
futebol!!!
Diga não a
gourmetização!
Denis Mourão, administrador, torcedor, vascaíno e corredor /+/


Gostei da post porem o time citado a cima o ( vasco ) e um fraquinho kkkk brincadeira...Parabéns pela escrita ficou ótima
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